terça-feira, 16 de agosto de 2016

Provincianismo nosso de cada dia. Anel Rodoviário de BH

Mais uma vez o Anel Rodoviário parou e BH não se movimentou nesta manha de terça feira dia 16/08. Um acidente com um ônibus as 3:30hs da madrugada teve repercussão por toda a Região Metropolitana e em especial nos grandes corredores da Capital até 11H. A PM, representada pelo seu Pelotão de Policia Rodoviária  (PMRv), veio a publico dizer que o fechamento do Anel Rodoviário é culpa do usuário imprudente e não da inoperância e desarticulação dos órgãos responsáveis.

 

Pasmem, mas segundo declarações do Comandante do policiamento do Anel, Tenente Pedro Henrique Alves Barreira, “fechar um corredor  importante como esse é normal”. Deixa-lo parado por 7 horas é aceitável e inevitável quando o acidente tem vitimas. Inacreditável! Lembro que em junho de 2012 foi criado um "Comitê de Crises" que atuaria em conjunto com todos os órgãos de defesa do estado e do município para evitar episódios como esse. Comitê que deveria ser comandado pela BH Trans, mas que existe só no papel. Afinal, a BH Trans está ocupada, instalando radares pelos 4 cantos da cidade. Reduzida a sua condição de arrecadadora.

 

Vale ressaltar ainda que a Via 040 não tem, por contrato, qualquer obrigação com a desobstrução do Anel Rodoviário em caso de acidentes. Sua atuação entre os bairros Califórnia e o Olhos D'Água é uma cortesia. Ou seja, se a Concessionária deixar de ser "boazinha", o caos será ainda maior. Seguimos esperando a reforma do Anel Rodoviário, sabe-se Deus até quando. Fica a pergunta para os candidatos a Prefeito: Até quando o cidadão de BH terá que conviver com isso?

 

José Aparecido Ribeiro

Membro da Comissão Técnica de Transporte da SME.

Diretor da ACMINAS 

CRA MG-08.00094/D

31-99953-7945

Anel Rodoviário

Mais uma vez o Anel Rodoviário parou e BH foi junto. Um acidente com um ônibus as 3:30hs da madrugada teve repercussão por toda a região metropolitana e em especial nos grandes corredores da Capital. Causa espanto as justificativas do Tenente da PM responsável pela via, em entrevista a uma rádio da capital. 
Pasmem, mas ele está conformado e disse em auto é bom tom, em entrevista as 10H, ou seja 7 horas depois, que o erro é dos usuários, e não da incompetência das autoridades. INACREDITÁVEL.
 Lembro que em junho de 2013 foi criado um "Comitê de Crises" que atuaria em conjunto para evitar episódios como esse. De lá para cá a cidade travou dezenas de vezes, deixando o tal "Comitê" com a broxa nas mãos, inoperante, e a população presa em engarrafamentos gigantes, com prejuízos incalculáveis. Só desculpas e nenhuma ação concreta para evitar situações parecidas. 
Lembro ainda que a Via 040 não tem por contrato, qualquer obrigação com o Anel. Sua atuação entre o California e o Olhos D'Água é uma cortesia. Ou seja, se a Concessionária deixar de ser "boazinha", o caos será ainda maior. Seguimos esperando a reforma do famigerado Anel Rodoviário, até que a bancada federal em Brasília acorde do sono profundo que estão há décadas.

José Aparecido Ribeiro
Membro da Comissão Técnica de Transporte da SME.
Diretor da ACMINAS 
31-99953-7945

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Uma reflexão sobre a I-mobilidade urbana nossa de cada dia...

BH vive momentos delicados no tema mobilidade urbana. Há quem diga que a pronuncia correta seria: I-MOBILIDADE URBANA. O próximo prefeito terá uma missão difícil pela frente, se quiser devolver aos cidadãos o direito de deslocar pela cidade sem estresse e com a rapidez que a vida moderna exige. O transito virou um problema de saúde publica e de economia. Estresse e perda de tempo, com prejuízos incalculáveis é a rotina de quem desloca pelas ruas e avenidas de BH. O trabalhador belo-horizontino leva em media 125 minutos para chegar ao trabalho, fazendo de BH a quarta capital mais lenta do país.

 

A cidade está parando e quem deveria cuidar da fluidez do transito, trabalha para piorar as coisas, quando adota a multa como método pedagógico e  foco de atuação. Quebrar paradigmas, investir na infra estrutura e implantar um sistema de transporte publico eficiente para todos é missão para o próximo prefeito. A cidade tem um passivo de obras de mais de 40 anos. Sua frota de veículos cresceu 138% nos últimos 10 anos, enquanto a população cresceu apenas 10%. O governo atual esta focado em BRT, ciclovias e nas intervenções restritivas. Um equivoco que está custando caro.

 

Calçado em discurso politicamente correto, que se aplica a realidade Europeia, restringe, de forma velada a utilização do carro, sem oferecer transporte de boa qualidade. O resultado é o caos. A indisciplina e os engarrafamentos continuam reinando absolutos por toda a cidade. Deslocar do centro até a Pampulha nos horários de pico leva mais de uma hora. O que normalmente é feito em 15 minutos. Vencer os 45 sinais sem sincronia da Av. Amazonas, do Centro até a Cidade Industrial é um verdadeiro martírio. A Av. Cristiano Machado nos horários de pico é impraticável.

 

Portanto, a mobilidade urbana pede socorro e uma dose de ousadia para os gestores acostumados ao discurso importado de que obras não resolvem e de que o carro esta fora de moda e a cidade é para as pessoas. Um jeito fácil de não fazer nada e colocar a culpa em quem é vítima. Vale lembrar que as taxas de motorização do Brasil são extremamente baixas se comparadas as do Estados Unidos, que é de 92% e da Europa que está em 70%.

 

Aqui o índice chegou a 22% apenas. O que explica o tamanho do mercado e a instalação de nada menos do que 13  novas montadoras de veículos no Brasil, só nos últimos 12 anos. Sem contar que a industria automobilística movimenta 23% do PIB Nacional e emprega 15% da mão de obra economicamente ativa. (dados do IPEA). Ramo da economia que não pode e não vai parar se o governo federal tiver juízo. Com efeito, não será por decreto e nem estreitando vias que o povo deixará carro na garagem para entrar em BRT(MOVE).

 

Dificultar a vida de quem tem carro, estreitando vias como vem fazendo a BH Trans, não é o caminho para uma mobilidade urbana eficaz. A cidade precisa de homens visionários capazes de empreender e com a visão Juceliniana. A Capital precisa urgentemente de um novo JK. A pergunta que fica é: qual dos candidatos apresentam a melhor proposta para a mobilidade urbana de BH?

 

José Aparecido Ribeiro

Consultor em Assuntos Urbanos e Transito

Membro da Comissão Técnica de Transporte da SME

Diretor da ACMinas e da ONG SOS Mobilidade Urbana

CRA-MG 08.00094/D – 31-99953-7945

 

terça-feira, 26 de julho de 2016

BH, o exemplo da I-MOBILIDADE URBANA

Talvez, a grande maioria das pessoas não saibam o significado abrangente do que é "Mobilidade Urbana". 
Trata-se das condições de deslocamento das pessoas no espaço geográfico da cidade, por qualquer meio de locomoção. 
Infelizmente, cada vez mais, a maior parte das grandes metrópoles vem encontrando dificuldades em desenvolver meios para diminuir o volume de congestionamentos ao longo do dia. 
Essas soluções passam por empresas municipais de engenharia de trânsito eficientes que procurem soluções criativas e não paliativas que diminua o tempo de deslocamento entre os vários pontos da cidade melhorando a qualidade de vida das pessoas. 
Todos esses problemas se acumulam porque o transporte coletivo oferecido é de baixa qualidade, inseguro, sofre com atrasos permanentes o que incrementa o uso do veículo particular já que nossa cidade não conta com um sistema de transporte de massas moderno e eficiente. 
Além do mais, nos últimos 10 anos, a população cresceu 10% enquanto a frota de veículos teve um aumento de 138% sem que houvessem investimentos compatíveis na mesma proporção e velocidade. 
Hoje Belo-horizonte tem 1 veículo para cada 2 habitantes e é obrigação do governo municipal garantir a seus habitantes condições favoráveis de deslocamento qualquer que seja o meio escolhido.

BH Trans, gestora do trânsito ou agência de arrecadação?

Vcs sabiam que entre as três capitais mais importante do País, Rio, SP e Bh  a nossa cidade cobra o faixa azul mais caro?  Custa mais do dobro do preço cobrado no Rio. 
Quais os critérios usados para estabelecer o valor cobrado? 
Quais investimentos são feitos com o dinheiro arrecadado, mais de 2,6 milhões /mês? 
Essas são questões que precisam ser explicadas. 
Enquanto isso o caos reina absoluto no trânsito de BH.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

A triste realidade das Rodovias que cortam Minas Gerais

Minas Gerais vem sofrendo um apagão de investimentos necessários para tornar o estado mais competitivo no cenário nacional. No setor de transporte, com a precariedade da malha rodoviária, a situação é ainda pior. Dono da maior malha do país, corredor de passagem de quase tudo que é produzido no Brasil, Minas avança pouco no quesito infraestrutura rodoviária, tornando os produtos mais caros na mesa do cidadão devido aos custos indiretos que incidem sobre alimentos e bens produtos produzidos no Estado.

 

Manter uma frota de caminhões circulando pelas estradas de Minas custa caro. Não só pela precariedade das rodovias federais e estaduais, mas também pelo risco de acidentes devido a geometria das estradas, sinalização precária, pavimentação ruim e sobretudo o fato da maioria delas serem de pista simples, o que aumenta os riscos de acidente com morte. Algumas rodovias não servem somente a Minas Gerais, mas ao país e deveriam ser pelo menos parecidas com as rodovias que cruzam o estado de  São Paulo e os do Sul do Brasil.

 

Rodovias importantes como a BR 040, hoje privatizada, mas com suas obras presas na burocracia do meio ambiente que prefere preservar arvores do que vidas humanas, caminhando a passos de tartaruga, mesmo com o empenho da Concessionária, Via 040 que tem pela frente a duplicação de 550 km, dos seus 936 km. A BR 381, que é palco dos piores acidentes do Brasil, a famigerada “rodovia da morte”. A BR 262, sendo duplicada também a passos lentos. A BR 393, com pistas simples em toda a sua extensão, embora seja privatizada. E tantas outras com suas particularidades, mas todas tendo em comum o fato de terem sido construídas para um modelos de veículos, sejam eles de passeio ou de carga, que não existem mais, há mais de 50 anos. A indústria automobilística evoluiu, mas as rodovias de Minas continuam as mesmas.

 

De todas as rodovias que cortam o estado, uma em especial merece destaque pela gravidade e pela necessidade urgente de melhoria da sua infra estrutura. Sempre ouvi dizer que a BR 381 não era duplicada por causa da briga política entre o PT e o PSDB. Sua duplicação não seria concretizada enquanto o governo de Minas estivesse nas mãos do PSDB e o governo federal nas mãos do PT. Pois bem, o PT ganhou a eleição em 2014 para o governo, alinhando-se com Brasilia, as licitações foram feitas, os empenhos assinados e a obra continua arrastando, agora com o argumento de que não tem dinheiro. Os políticos não se entendem e quem paga a conta somos todos nós que somos obrigados a andar na 381.

 

R$4 bilhões que estavam empenhados para a conclusão da mais importante obra de infra estrutura do estado simplesmente evaporaram. Ninguém sabe dizer por que a obra da 381 norte continua praticamente parada, obrigando seus usuários a deslocar em pistas simples, construídas em rotas de burro há exatos 60 anos, matando como nunca, diante da incredulidade de milhares de famílias arrasadas, vitimas dos acidentes fatais provocados pelas colisões frontais na famigerada “rodovia da morte”. As obras paradas  estão, e paradas irão ficar, no que depender da bancada federal do Estado em Brasilia, que não consegue se mobilizar para virar o jogo e exigir respeito para o povo que espera há decadas.

 

Há poucos dias, em audiência publica convocada pelo Deputado Estadual, Wander Borges, um incansável parlamentar que defende há tempos a duplicação desta rodovia, o superintendente do DNIT, em declaração sincera e bombástica confessou que no ritmo atual, a 381 não tem data para ficar pronta. O órgão não tem recursos para tocar a obra e cumprir o cronograma prometido pela presidente afastada Dilma Rousseff. Atualmente, apenas os lote, o 7 A e o 7 B, executados pelo Consorcio Brasil, está em andamento. Um trecho de apenas 37 km, dos 320 que precisam ser reconstruídos, que vai do trevo de Caeté até o trevo de Barão de Cocais. O dirigente foi enfático e objetivo: “ou a população se mobiliza, através dos seus representantes legais em Brasília, deixando de lado as idiossincrasias, as cores partidárias, ou Minas continuará assistindo a cada feriado a já conhecida carnificina na 381”. Com a palavra o Governador de Minas e a Bancada Federal, incluindo os seus 3 Senadores.

 

José Aparecido Ribeiro

Consultor em Assuntos Urbanos, Transito e Transporte

Membro da Comissão Técnica de Transporte da SME.

Sociedade Mineira dos Engenheiros – MG

Presidente da ONG SOS Rodovias Federais de Minas

CRA – MG 08.00094/D

31-99953-7945

domingo, 26 de junho de 2016

Um Estado e suas rodovias de 60 anos, ultrapassadas.

Minas Gerais vem sofrendo um apagão de investimentos necessários para tornar o estado mais competitivo no cenário nacional. No setor de transporte, com a precariedade da malha rodoviária, a situação é ainda pior. Dono da maior malha do país, corredor de passagem de quase tudo que é produzido no Brasil, Minas avança pouco no quesito infraestrutura rodoviária, tornando os produtos mais caros na mesa do cidadão devido aos custos indiretos que incidem sobre alimentos e bens produtos produzidos no Estado.

 

Manter uma frota de caminhões circulando pelas estradas de Minas custa caro. Não só pela precariedade das rodovias federais e estaduais, mas também pelo risco de acidentes devido a geometria das estradas, sinalização precária, pavimentação ruim e sobretudo o fato da maioria delas serem de pista simples, o que aumenta os riscos de acidente com morte. Algumas rodovias não servem somente a Minas Gerais, mas ao país e deveriam ser pelo menos parecidas com as rodovias que cruzam o estado de  São Paulo e os do Sul do Brasil.

 

Rodovias importantes como a BR 040, hoje privatizada, mas com suas obras presas na burocracia do meio ambiente que prefere preservar arvores do que vidas humanas, caminhando a passos de tartaruga, mesmo com o empenho da Concessionária, Via 040 que tem pela frente a duplicação de 550 km, dos seus 936 km. A BR 381, que é palco dos piores acidentes do Brasil, a famigerada “rodovia da morte”. A BR 262, sendo duplicada também a passos lentos. A BR 393, com pistas simples em toda a sua extensão, embora seja privatizada. E tantas outras com suas particularidades, mas todas tendo em comum o fato de terem sido construídas para um modelos de veículos, sejam eles de passeio ou de carga, que não existem mais, há mais de 50 anos. A indústria automobilística evoluiu, mas as rodovias de Minas continuam as mesmas.

 

De todas as rodovias que cortam o estado, uma em especial merece destaque pela gravidade e pela necessidade urgente de melhoria da sua infra estrutura. Sempre ouvi dizer que a BR 381 não era duplicada por causa da briga política entre o PT e o PSDB. Sua duplicação não seria concretizada enquanto o governo de Minas estivesse nas mãos do PSDB e o governo federal nas mãos do PT. Pois bem, o PT ganhou a eleição em 2014 para o governo, alinhando-se com Brasilia, as licitações foram feitas, os empenhos assinados e a obra continua arrastando, agora com o argumento de que não tem dinheiro. Os políticos não se entendem e quem paga a conta somos todos nós que somos obrigados a andar na 381.

 

R$4 bilhões que estavam empenhados para a conclusão da mais importante obra de infra estrutura do estado simplesmente evaporaram. Ninguém sabe dizer por que a obra da 381 norte continua praticamente parada, obrigando seus usuários a deslocar em pistas simples, construídas em rotas de burro há exatos 60 anos, matando como nunca, diante da incredulidade de milhares de famílias arrasadas, vitimas dos acidentes fatais provocados pelas colisões frontais na famigerada “rodovia da morte”. As obras paradas  estão, e paradas irão ficar, no que depender da bancada federal do Estado em Brasilia, que não consegue se mobilizar para virar o jogo e exigir respeito para o povo que espera há decadas.

 

Há poucos dias, em audiência publica convocada pelo Deputado Estadual, Wander Borges, um incansável parlamentar que defende há tempos a duplicação desta rodovia, o superintendente do DNIT, em declaração sincera e bombástica confessou que no ritmo atual, a 381 não tem data para ficar pronta. O órgão não tem recursos para tocar a obra e cumprir o cronograma prometido pela presidente afastada Dilma Rousseff. Atualmente, apenas os lote, o 7 A e o 7 B, executados pelo Consorcio Brasil, está em andamento. Um trecho de apenas 37 km, dos 320 que precisam ser reconstruídos, que vai do trevo de Caeté até o trevo de Barão de Cocais. O dirigente foi enfático e objetivo: “ou a população se mobiliza, através dos seus representantes legais em Brasília, deixando de lado as idiossincrasias, as cores partidárias, ou Minas continuará assistindo a cada feriado a já conhecida carnificina na 381”. Com a palavra o Governador de Minas e a Bancada Federal, incluindo os seus 3 Senadores.

 

José Aparecido Ribeiro

Consultor em Assuntos Urbanos, Transito e Transporte

Membro da Comissão Técnica de Transporte da SME.

Sociedade Mineira dos Engenheiros – MG

Presidente da ONG SOS Rodovias Federais de Minas

CRA – MG 08.00094/D

31-99953-7945