sábado, 24 de setembro de 2016

Equívocos sobre ciclovias, trânsito e a infra estrutura de BH

Mineiro sempre acha que o estrangeiro é o portador da verdade, mesmo que a verdade exista somente em parte. Adora ouvir o que é politicamente correto, ainda que não se aplique a sua realidade. Nenhum candidato a prefeito de BH teve coragem, até agora, de dizer e abordar, de verdade, o tema sobre ciclovias. 

É sabido que as ciclovias funcionam bem na Europa e, também, em alguns países asiáticos, onde o clima frio e topografia plana facilitam a sua prática. 

Os candidatos a prefeito de BH, no 1º turno das eleições, quando perguntados se iriam dar continuidade à teimosia da BH Trans, em relação à instalação de ciclovias no município, praticamente quase todos disseram ser favoráveis e revelaram até que poderiam, inclusive, cumprir a meta de atingimento de 400 km de vias disponíveis até o ano de 2020. 

As respostas dos mesmos constitui-se uma prova inequívoca de que eles não andam e não conhecem a cidade que querem governar.

O incentivo ao uso da bicicleta, embora seja uma tendência mundial, não emplacou e não emplacará em BH. Basta andar pela cidade para constatar que os 87,4 km de ciclovias estão, literalmente, deixados às moscas. Um ou outro gato pingado é visto aqui e acolá. 

Tenho andado pela cidade inteira e posso contar nos dedos as bicicletas que vejo transitando. Dizer o contrário é forçar a barra e praticar ato falacioso, desconsiderando a prática, embora o discurso seja bonito e, muitas das vezes, correto. 

Mais do que vazias, elas prejudicam o trânsito, o comércio e colocam em risco a vida daqueles poucos que ainda não entenderam que esse hábito praticado por uma minoria quase insignificante, funciona apenas em locais onde o clima é frio e a topografia seja plana. 

O PLANMOB (plano de mobilidade até 2030) vem cometendo erros imperdoáveis quando o assunto é mobilidade. 

Quais sejam: 

1. não considerar a possibilidade de correções de rumo. 

2. Desconsiderar, por exemplo, clima e topografia. 

3. Omitir o passivo de obras que a cidade tem em relação à sua frota de veículos que hoje ultrapassa 1,7 milhões de carros (a cidade ficou sem obras estruturais por mais de 40 anos). 

4. Acreditar que bicicleta tira carro da rua em uma cidade onde as pessoas são individualistas e não fazem sacrifícios pelo coletivo (não é da nossa cultura tal prática). Aqui vale os interesses pessoais, jamais os coletivos.

5. Apostar em medidas restritivas veladas, para desestimular o uso do carro. Ato irresponsável e criminoso.

6. Acreditar que BRT ofereça incentivos para que o povo troque o transporte individual pelo coletivo. 

7. Não aceitar o fato de que a BHTrans perdeu a credibilidade da população e que poucos cidadãos adere ao que o gestor do trânsito propõe. A cidade precisa de uma secretaria de trânsito e transporte com credibilidade e com foco em engenharia.

8. A BHTrans tem seu foco em radares que alimentam uma indústria de multas milionária, sem nenhuma razoabilidade, já que os índices de acidentes com vítimas são baixos.

9. Instalar sinais em todas as esquinas, fazendo de BH a capital com o maior número de semáforos do Brasil (uma caixa preta sim, que precisa ser aberta), assim como os contratos de radares. 

10. Por fim, acreditar que obras não resolvem e que transporte coletivo de boa qualidade tira carro das ruas em um país que a população é apaixonada por carro. 

Esses erros são imperdoáveis e explicam, em grande parte, o caos quase generalizado existente em diversas ruas de Belo Horizonte. 

 

José Aparecido Ribeiro

Consultor em Assuntos Urbanos

Membro da Comissão Técnica de Transporte da SME

Presidente da Ong SOS mobilidade urbana. 

Diretor da ACMINAS 

CRA Mg 08.0094/D

31-99953-7945

 

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Cada macaco no seu galho. Indisciplina dos taxi ao lado do Diamond

Experimente usar uma vaga dos taxistas e não vai demorar para o seu carro ser rebocado. Dois pesos, duas medidas. Já eles, podem usar as vagas destinadas aos carros, mesmo em serviço e nada acontecerá com eles. Veja nas fotos o que é uma constante no ponto ao lado do Diamond Mall na Rua Bernardo Guimarães. Usam as suas e as dos outros e aí de quem reclamar.
Na falta da fiscalização, quem deseja estacionar no faixa azul precisa esperar com paciência. 
Cadê a BH Trans minha gente? Instalando radares ou estreitando vias?

José Aparecido Ribeiro
BLOG SOS MOBILIDADE URBANA
BELO HORIZONTE 

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Ciclovias - candidatos vão de carro, e não de bike.

Mineiro sempre acha que o estrangeiro é o portador da verdade, mesmo que a verdade exista somente em parte. Adora ouvir o que é politicamente correto, ainda que não se aplique a sua realidade. 
Nenhum candidato a prefeito tem coragem de dizer a verdade sobre ciclovias. Elas funcionam bem na Europa e em alguns países asiáticos onde o clima frio e topografia plana facilitam a sua prática. 
Perguntados se irão dar continuidade a teimosia da BH Trans, em relação à instalação de ciclovias, todos se dizem favoráveis e falam até que irão cumprir a meta de 400 km até 2020. 
Uma prova inequívoca de que não andam e não conhecem a cidade que querem governar.
O incentivo ao uso da bicicleta, embora seja uma tendência mundial, não emplacou e não emplacará em BH. Basta andar pela cidade para constatar que os 87,4 km de ciclovias estão as moscas. Um ou outro gato pingado é visto aqui e acolá. Ando pela cidade inteira e posso contar nos dedos as bicicletas que vejo transitando. Dizer o contrário é forçar a barra e praticar ato falacioso, desconsiderando a prática, embora o discurso seja bonito e correto. 
Mais do que vazias, elas prejudicam o trânsito, o comércio e colocam em risco a vida daqueles poucos que ainda não entenderam que esse hábito praticado por uma minoria quase insignificante, funciona apenas em locais onde o clima é frio e a topografia é plana. 
O PLANMOB (plano de mobilidade até 2030) vem cometendo erros imperdoáveis quando o assunto é mobilidade. 
Quais sejam, não considerar a possibilidade de correções de rumo. 
Desconsiderar clima e topografia. 
Omitir o passivo de obras que a cidade tem em relação à sua frota de veículos que hoje ultrapassa 1,7 milhões de carros.  ( a cidade ficou sem obras estruturais por mais de 40 anos. 
Acreditar que bicicleta tira carro da rua. 
Apostar em medidas restritivas veladas, para desestimular o uso do carro. Ato irresponsável e criminoso.
Acreditar que BRT ofereça incentivos para que o povo troque o transporte individual pelo coletivo. 
Não aceitar o fato de que a BH Trans perdeu a credibilidade da população, que não adere à nada que o gestor do trânsito propõe. 
Ter seu foco em radares que alimentam uma indústria de multas milionária, sem nenhuma razoabilidade, já que os índices de acidentes aqui são baixos.
Instalar sinais em todas as esquinas, fazendo de BH a capital com o maior número de semáforos do Brasil. (Caixa preta que precisa ser aberta), assim como os contratos de radares. 
Por fim, acreditar que obras não resolvem e que transporte coletivo de boa qualidade tira carro das ruas em um país que a população é apaixonada por carro. 
Erros que são imperdoáveis e que explicam o caos nas ruas de Belo Horizonte. 

José Aparecido Ribeiro
Consultor em Assuntos Urbanos
Membro da Comissão Técnica de Transporte da SME
Presidente da Ong SOS mobilidade urbana. 
CRA MG 08.0094/D
31-99953-7945 


terça-feira, 13 de setembro de 2016

Caos diário na Nossa Senhora do Carmo não é por acaso...

Diariamente milhares de motoristas são obrigados a enfrentar engarrafamento gigantesco entre o BH Shopping até a Av Uruguai. 
Um trecho de 3 km que é feito normalmente em 5 minutos, e que nos horários de pico pode levar 40 minutos ou mais. 
É comum dizer que a causa é o excesso de veículos nas ruas. Melhor que fosse, pois o que está ruim vai piorar se algo não for feito urgente para mudar a cabeça dos nossos Gestores públicos que são contra obras. Paradigma que precisa ser quebrado para que o passivo de 40 anos possa ser vencido. Evidentemente se a turma "do deixa disso" parar de sonhar com uma cidade impossível, sem carros. 
Neste caso específico há uma razão objetiva que salta aos olhos de quem por ali é obrigado a passar todos os dias.
Para cumprir metas de pistas segregadas para ônibus a qualquer custo, a BH Trans obriga todo o fluxo proveniente da BR 356, somado ao fluxo da Av. Uruguai que tem a Savassi, Centro ou as Zonas Norte e Noroeste da cidade a usarem apenas uma pista central da Av. Nossa Senhora do Carmo. 
Quem erra a entrada, ou tenta fugir do caos, acaba indo parar na Professor Moraes sempre entupida de carros com suas ciclovias enfeitando o lado esquerdo da via, atendendo ao capricho dos xiitas da mobilidade que esperam um arrebatamento dos 1,7 milhões de veículos que circulam pela capital diariamente. 
Os românticos que não enxergam a realidade como ela é e sonham com a Europa, mas vivem aqui. 
Ou seja, se correr o bicho  pega, se ficar o bicho come. Tenho a sensação que nossos governantes e técnicos e engenheiros de obras prontas não andam pela cidade. Se andassem teriam vergonha das soluções medíocres apresentadas para enfrentar o caos diário que a população é obrigada a enfrentar sem ter a quem recorrer. 
Veja a foto que não nos deixa mentir. Um martírio que piora a cada dia e que não desperta nossos políticos que segue cegos, surdos e mudos. 

José Aparecido Ribeiro
Ong SOS Mobilidade Urbana 
CRA MG 080094/D
31-99953 7945 

Diariamente milhares de motoristas são obrigados a enfrentar engarrafamento gigantesco entre o BH Shopping até a Av Uruguai. 
Um trecho de 3 km que é feito normalmente em 5 minutos, e que nos horários de pico pode levar 40 minutos ou mais. 
É comum dizer que a causa é o excesso de veículos nas ruas. Melhor que fosse, pois o que está ruim vai piorar se algo não for feito urgente para mudar a cabeça dos nossos Gestores públicos que são contra obras. Paradigma que precisa ser quebrado para que o passivo de 40 anos possa ser vencido. Evidentemente se a turma "do deixa disso" parar de sonhar com uma cidade impossível, sem carros. 
Neste caso específico há uma razão objetiva que salta aos olhos de quem por ali é obrigado a passar todos os dias.
Para cumprir metas de pistas segregadas para ônibus a qualquer custo, a BH Trans obriga todo o fluxo proveniente da BR 356, somado ao fluxo da Av. Uruguai que tem a Savassi, Centro ou as Zonas Norte e Noroeste da cidade a usarem apenas uma pista central da Av. Nossa Senhora do Carmo. 
Quem erra a entrada, ou tenta fugir do caos, acaba indo parar na Professor Moraes sempre entupida de carros com suas ciclovias enfeitando o lado esquerdo da via, atendendo ao capricho dos xiitas da mobilidade que esperam um arrebatamento dos 1,7 milhões de veículos que circulam pela capital diariamente. 
Os românticos que não enxergam a realidade como ela é e sonham com a Europa, mas vivem aqui. 
Ou seja, se correr o bicho  pega, se ficar o bicho come. Tenho a sensação que nossos governantes e técnicos e engenheiros de obras prontas não andam pela cidade. Se andassem teriam vergonha das soluções medíocres apresentadas para enfrentar o caos diário que a população é obrigada a enfrentar sem ter a quem recorrer. 
Veja a foto que não nos deixa mentir. Um martírio que piora a cada dia e que não desperta nossos políticos que segue cegos, surdos e mudos. 

José Aparecido Ribeiro
Ong SOS Mobilidade Urbana 
CRA MG 080094/D
31-99953 7945 

Barao com Raja revelando o tamanho dos engenheiros da PBH

 O cruzamento de Av. Raja Gabáglia com  Av Barao Homem de Melo é o retrato dos homens que nos governam. Embora a topografia esteja gritando para que uma obra decente de engenharia seja feita ali para minimizar o martírio quem entra e sai do bairro mais populoso de BH, eles seguem fingindo de mortos, alheios ao sofrimento de milhares de motoristas e passageiros do transporte coletivo. Acho até que eles nao querem ter trabalho, acomodaram-se, nao sao cobrados, nobremente metas, nao ouvem a população e seguem cegos. Lembro que a sede da BHTrans é logo ali, debaixo do bigode deles. 
Este é apenas um dos mais de 150 gargalos que consomem tempo, combustível gerando poluição, paciência e saúde da população. 
Sorte deles e azar nosso é que a turma do deixa disso, composta por urbanistas que moram aqui, mas vivem com a cabeça na Europa, continuam dizendo que o problema é do excesso de carros nas ruas. Continuam esperando um arrebatamento dos carros e seus condutores. Querem que o povo ande a pé ou de bike, nos morros da capital das alterosas debaixo do sol escaldante de 30 graus. 
Isso é a realidade, veja a foto anexa.

José Aparecido Ribeiro
Ong SOS Mobilidade Urbana
CRA Mg 08.0094/D
31-99953-7945

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Um dos mais de 150 gargalos crônicos de BH


Invisíveis aos olhos  dos engenheiros de meia tijela da BH Trans e da PBH, os 150 gargalos da cidade estão virando problema de saúde pública. 
Vencer os 200 metros que separam a Av. Contorno da Praça da Assembleia, pela Av. Olégario Maciel é um exercício de paciência tibetano. 
Inacreditável a falta da boa engenharia. Hoje, sexta feira, dia 09/09/2016, levei 22 minutos entre a Cidade Jardim até a Praça da Assembleia. 
Nenhum agente de trânsito, nenhum acidente. Apenas a ausência do poder público que segue firme dizendo que obra e carros estão fora de moda. E que o correto é andar de bicicleta BRT, e a pé. Detalhe, lá fora está 30 graus. A ciclovia que insistem manter mesmo vazia, as moscas.  

José Aparecido Ribeiro
ONG SOS Mobilidade Urbana
31-99953-7945
CRA MG 08.0094/D